Comentando: Tutor Hitman REBORN!
– vol. 1

“Porque
correr de cueca por aí não pega bem...”.
Katekyo Hitman REBORN! É uma das obras que eu esperava
que viesse mais rápido ao Brasil. Mas, em um ano em que grandes títulos são
trazidos para cá, alegrando o público otaku, não nego em dizer que REBORN! Veio
em ótima hora. Quando fui escrever este comentando, lembrei vagamente de um
momento em que eu conversava com o Tyki-san sobre as estreias que não paravam
de vir, e em um momento, dissemos: “Bem que o REBORN! Poderia vir também...”. E
logo depois de um mês, veio a notícia de que ele seria publicado aqui no Brasil.
Ponto positivo para a Panini!
Mas, antes de começar os comentários, um ponto deve ser
observado: no começo, o Katekyo Hitman REBORN! Era um mangá de comédia, e só
depois, veio a se tornar um mangá de batalhas (pois ele sofreu risco de ser
cancelado na Shonen Jump, e a autora teve que mudar drasticamente a temática da
história), conseguindo o sucesso de seus leitores. Ou seja, se você comprou o
primeiro volume pensando que ia ter pancadaria, vai ficar chupando dedo, pois o
arco inicial (Normal Days) é só para apresentação dos personagens, e só tem
comédia. Mas, se você acha graça de rir das desgraças do jovem Tsunayoshi, este
volume vai te fazer chorar de rir! Agora sim, podemos começar!
Para quem já leu o mangá em algum scanlator, devem saber
que há diferenças até que incríveis entre ele e o anime. Entre alguns, existem aqueles que não posso deixar de citar neste “Comentando”. Aí vai alguns:
· Quando atingido pela Shinuki Dan, o
personagem Tsuna sangra no local aonde é atingido pelo projétil, algo que foi
censurado no anime.
· Em um dos capítulos do mangá, a personagem
Kyoko também é atingida pelo mesmo projétil, e ao entrar no “modo shinuki”,
fica apenas de roupas íntimas, assim como Tsuna, mas é bem mais tranquila do
que ele. No anime, isso não ocorre em nenhum momento.
·
O personagem Hayato Gokudera (meu personagem
favorito) costuma ter o hábito de fumar, e usa as brasas do seu cigarro para
acender as dinamites. No anime, esse fato é totalmente ignorado, e as dinamites
se acendem sozinhas, algo que até o próprio Tsuna considera estranho.
· E segundo o ADM Gin-san, a cabeça do
personagem Lambo é muito maior no mangá, kkkkkkk!
Quanto a questão gráfica, não há o uso de páginas
coloridas (o que não é novidade nos mangás da Panini), e o uso de retículas é
pouco, mas equilibra com os traços da Amano-sensei (que por sinal, é muito
bom, digno de Shonen Jump). A diagramação é simples, com apenas um quadro em
destaque em cada página, mas ainda assim, é bem nítido e não confunde o leitor
com sequências complicadas de quadros (algo que eu vi bastante em D.Gray-man). Neste volume, a comédia está sempre presente e
as eternas confusões do mafioso Reborn ser um simples bebê trazem ainda mais
piadas. Uma coisa que me agradou, também foram as adaptações utilizadas pela
Panini, assim como alguns termos que não receberam nenhuma tradução ou
adaptação (como Shinuki Dan). Entre elas, a mais esperada pelos fãs: O tão
famoso apelido “Dametsuna” que foi mudado para “Tsunadinha-de-nada”, em vez de
“Tsuna-bom-em-nada”. Até o nome recebeu uma adaptação válida: Katekyo significa
“professor particular”, mas também pode ser adaptado para “tutor”, que foi o
termo que a Panini decidiu adquirir, por ter a mesma função de um professor e
deixar o título relativamente curto. Aliás, não seria um incômodo ter que dizer
“Professor Particular Hitman REBORN!”? Mais uma vez, ponto para a Panini!
Para finalizar, a partir do próximo volume, a Panini publicará no mangá a arte dos fãs japoneses da obra, assim como nas versões originais do volumes no Japão, assim como atividades após a leitura do mangá.
Eu, particularmente, adorei o volume, mas espero que o próximo venha com mais surpresas (e risadas) sobre a vida nada normal de Tsuna. Se você ficou levemente curioso em saber como que é a obra, é seu dever lê-la, "mesmo que você morra tentando!", hehe...














