Comentando: Ataque dos Titãs – Shingeki no Kyojin Vol. 1
Finalmente em mãos! Após uma tortuosa espera de meses, o
mangá do anime mais comentado e assistido do ano está em terras brasileiras!
Logicamente estou falando de Shingeki no
Kyojin, a série revelação de 2013!
Tendo sua série de mangá lançada em 2010 pela Kodansha e
perdurando até hoje, esta obra atingiu o ápice após a adaptação para anime,
conseguindo chamar a atenção de otakus e otomes do mundo inteiro para a luta de
Eren, Mikasa e Armin junto com
a humanidade contra os temíveis e misteriosos Titãs. Aqui no Brasil, a série
foi trazida no mês de novembro pela editora Panini, tendo anunciado a notícia durante o Anime Friends 2013, fazendo muitos fãs caírem das cadeiras
(inclusive este que vos escreve!)... Mas vamos logo ao que interessa: meus
comentários sobre o primeiro volume dessa grande obra!
Ataque dos Titãs – Shingeki no Kyojin Vol. 1
Primeiramente, algo que pegou todo mundo de surpresa foi a
adaptação do nome: por que raios Ataque DOS
Titãs e não AOS Titãs, que é como
ficou conhecida e, de fato é a tradução correta de Attack on Titans( pois o termo correto para Ataque Dos Titãs seria Attack of the Titans)? O uso da frase "Ataque Aos Titãs" demonstra que os Titãs, que outrora dominavam, recebem um
contra ataque da humanidade, que é exatamente a ideia do mangá. É quando o
caçador se torna a caça... E a Panini vem e avacalha tudo! É uma baita errata,
que compromete não só a tradução literal, mas o contexto em si. Explica-me
isso, Panini!
De mais, não foi um trabalho ruim. Apesar de alguns quadros
estarem muito bonitos e detalhados, alguns parecem um tanto “vazios” demais,
quase não tendo cenários... A arte dos Titãs está muito boa (destaque para o
Titã Colossal e o Titã que devorou a mãe do Eren), e dá um frio na espinha só
de vê-los sorrindo. Já a dos personagens humanos, alguns estão muito bem
desenhados, e outros nem tanto (destaque para o protagonista Eren, que ficou
com a arte simples demais, e às vezes chega a ser desproporcional).
As cenas de ação ficaram muito boas, e o demonstra o
movimento constante que o anime nos proporcionou. Uma cena que eu destaco das
demais é o quadro em que a mãe de Eren é devorada pelo Titã, que recebeu um
quadro bem grande, e sem nenhum tipo de censura, no qual eu achei muito bacana
da parte da Panini, pois outras cenas semelhantes acontecerão durante a
história e isso se tornará quase que normal (espero que não tenha dado spoiler
para ninguém...).
Uma coisa que a Panini introduziu nas páginas entre os capítulos
foram informações ao leitor sobre o funcionamento do universo do Shingeki,
colocando coisas como formação das muralhas e posição estratégicas de cada uma,
e até um tutorial quanto aos equipamentos de manobras tridimensionais, as
principais armas usadas pela humanidade para
combater os Titãs frente a frente. No anime, essas informações eram
mostradas muito rapidamente, e sem nenhuma tradução, então ninguém sabia ao
certo o que estava escrito. Espero que isso ocorra em todas as edições, e ponto
positivo para a Panini (mas isso não perdoa a adaptação do título)!
Quanto à história, as falas são idênticas às vistas em
fansubs, dando uma maior familiaridade para quem conhece a obra há mais tempo.
E lendo o mangá me dei conta de quanto o anime é lento com a passagem de tempo.
Muita coisa que o anime deixou para explicar não teve no mangá, como o
treinamento de Eren, Mikasa e Armin para entrar no exército. O mangá joga tudo
na nossa cara, chegando a ser rápido demais para quem acompanhou/acompanha o
anime. Em contrapartida, o índice fica
no verso da capa, sem usar uma capa de rosto, como outros mangás costumam
fazer... E também não houve a habitual Checklist de Novembro neste volume, o
que me deixou um pouco triste.
Quanto à arte da capa, não tem o que falar muito... É
exatamente o que vemos no miolo, mas colorido. As cores utilizadas para o Titã
Colossal ficaram muito vivas, dando uma sensação de beleza, mas ao mesmo tempo,
temor (Opa! Acho que estou lendo muito Nura...).


















