3 de maio de 2014

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Comentando: Diário do Futuro – Paradox

“Obs: Exclui-se quem não é bonitão!”



Yo! Aqui estou eu com mais um Comentando, e como prometido na minha última análise, trago a vocês o Diário do Futuro – Paradox, segundo spin-off da série de Sakae Esuno. É certo que esta análise já deveria ter saído faz tempo, mas com a correria do 20º Fest Comix (que, por sinal, está muito massa!) e de mais uma novidade que a equipe SPK está preparando para vocês, está difícil fazer tudo dentro da data estipulada. Mas chega de nhém-nhém-nhém, e vamos logo para a análise!

Diário do Furuto – Paradox (Volume Único)




Logo de cara, a capa já me chamou a atenção tendo como tema o detetive Aku Akise, talvez um dos personagens mais misteriosos e indecifráveis da trama. A combinação já antiga de preto, azul e branco funcionou muito bem com esta capa, dando mais destaque do que a do seu spin-off antecessor, o Mosaic (que, aliás também já possui um Comentando). Com o mesmo esquema de impressão da série, o padrão da tão famosa ( e prestigiada) capa colorida já não chama mais tanto a atenção assim, mas ainda assim não deixa de ser belo... Quanto à história, é algo bem simples, até: após uma bela de uma “pampers” da Muru Muru, ela perdeu os dados da segunda portadora, a famosa Yuno Gasai, e para reparar o erro dela, ela teve que se disfarçar da portadora stalker e seguir todos os passos que ela e o Yukiteru seguiram durante a história. Porém, graças a essa mesma cagada, Yukiteru acabou levando a pior, e ela pede a ajuda de Aku Akise para tomar o lugar de Yukiteru, até as coisas se acalmarem. Mas não é bem dessa forma que o nosso amigo detetive pensa... A partir daí, se inicia um “paradoxo” (daí o nome do spin-off) aonde Akise e Muru Muru substituem o Casal 20 dos otakus: Yukiteru e Yuno! 


Sinceramente, o enredo tinha tudo para ser algo bem bacana, com várias reviravoltas marcantes, mas não teve nada disso. Nada mesmo. Foi algo mais cômico, aonde Akise fazia praticamente tudo o que não era para fazer, causando ainda mais confusão e levando a assistente de Deus Ex Machina à loucura... Existiram poucos momentos de tensão, e logicamente, pouca ação. Podemos dizer que o Paradox, ao contrário de Mosaic, tem um lado mais cômico do que dramático, me fazendo perder o interesse pela história rapidamente. Porém, ainda assim possui partes e revelações bombásticas, como no último capítulo do spin-off da série, aonde Akise vê a Muru Muru entregando o Mirai Nikki à Yuno.


Quanto às referências, algumas foram totalmente bacanas, mesmo as que pareciam se voltar ao povo japonês, como a referência ao fórum japonês “2channel” e a frase “tadashi ikimen ni kagiru” (traduzido pela JBC como “Obs: Exclui-se quem não é bonitão”.), usando Aru Akise e suas técnicas de sedução. Em relação à arte, foi muito mais bacana do que todos os outros volumes já lançados por ele, dando expressões mais vivas e convincentes. Agora, em relação à adaptação, tirando a grande sacada da JBC com o 2channel, foi tudo bem tranquilo, com um linguajar bem comum para quem acompanhou a série pela editora JBC ( e ela, como sempre, fazendo um ótimo trabalho com os mangás publicados aqui!).



Bom, turma; para resumir, se você é daqueles que gosta mais de drama e suspense do que algo mais “light”, cômico, não recomendo este spin-off. Vai ler Mosaic, que é muito mais instigante e interessante do que o Paradox, aonde vemos um futuro paradoxal muito sem sal. Mas se você é realmente fã da série, pode comprar, que é um prato cheio para vocês! Mas, para não criar desentendimentos, nem nada, não estou dizendo que Paradox é ruim, mas que alguns trechos e capítulos podem decepcionar muita gente (assim como eu, sinceramente, me decepcionei.). E com isso, termino meu Comentando! Tô voltando pra Comix, galera, valeu!

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